ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA - Rádio Boas Novas
Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
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LIÇÃO 11 - ORAÇÃO E JEJUM PELA PÁTRIA
INTRODUÇÃO
Quando nos convertemos à Cristo, imediatamente somos registrados no “cartório do céu”. Nos registros divinos,
nosso nome passa a fazer parte do Livro da Vida (Fp 4.3; Ap 13.8). Tornamo-nos seus filhos e cidadãos do céu. Mas,
esta condição não nos exime de nossas responsabilidades civis, porque também temos uma cidadania terrena. Sabendo
disto, devemos influir positivamente na sociedade como “sal da terra e luz do mundo” (Mt 5.13-14), cabe-nos também
o dever de intercedermos por nossos governantes e pela nação de um modo geral, com orações e jejuns, a fim de que o
poderoso Deus ilumine as autoridades constituídas na tomada de decisões, e que a Igreja do Senhor avance no
exercício da grande comissão que lhe foi confiada (Mt 28.19,20).
I - A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA PELA PÁTRIA
1.1 Interceder - É orar em favor de outros, na direção e no poder do Espírito Santo. Na intercessão, o intercessor põese
diante de Deus no lugar da outra pessoa. Deus busca intercessores: “E busquei dentre eles um homem que
estivesse tapando o muro, e estivesse na brecha perante mim por esta terra, para que eu não a destruísse;
porém a ninguém achei.” (Ez 22.30), “E vendo que ninguém havia, maravilhou-se de que não houvesse um
intercessor; por isso o seu próprio braço lhe trouxe a salvação, e a sua própria justiça o susteve” (Is 59.16).
O ministério da intercessão é um chamado especial para cada filho de Deus.
1.2 Nosso dever como intercessores - Ao invés de aguçarmos o senso crítico, devemos interceder pela nação,
governantes e autoridades, para que haja paz, segurança e justiça social: “Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se
façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; Pelos reis, e por todos os
que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade” (I
Tm 2:1,2).
1.3 Exemplos Bíblicos de Intercessão: A Bíblia nos dá muitos exemplos de pessoas que intercederam em favor de
alguém. Dentre tantos, destacamos estes: A) Daniel (Dn 9.5,6); B) Neemias (Ne 1.4-11); C) Esdras (Ed 9.3-15); D)
Paulo (Fp 1.4; Cl 1.3); E) Jesus Cristo (Lc 4.42,43). Sejamos intercessores, em benefício da salvação das almas. Os
alicerces da obra de Deus são lançados através da oração: “E dizia-lhes: Grande é, em verdade, a seara, mas os
obreiros são poucos; rogai, pois, ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara”. Jesus, nosso grande
exemplo, orava noites inteiras (Lc 4.42,43; 5.15-17), por esta razão logrou êxito em sua missão.
II - O JEJUM ADICIONADO À ORAÇÃO INTERCESSÓRIA
2.1 Porque praticar o Jejum - O jejum é parte do culto racional: “Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus,
que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional”.
(Rm 12.1), pois ele simboliza o ato de entrega sem reservas ao Senhor através do despojamento da própria carne.
Embora seja uma prática distinta, a oração é a força que o impulsiona. Isto se depreende da advertência de Jesus
aos discípulos em Mc 9.29, que certos tipos de demônios só saem com oração e jejum: “E disse-lhes: Esta casta
não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum”.
2.2 Jejum - É a abstinência parcial ou total de alimentos com finalidades específicas. Essa prática vem desde o Antigo
Testamento, onde o povo de Israel jejuava por diversas razões (Sl 69.10; II Sm 12.16). A prática do jejum foi incorporada
ao Novo testamento, entre outros casos, a igreja de Antioquia é uma clara demonstração de que os crentes primitivos a
utilizavam, a exemplo do apóstolo Paulo (At 12.2,3; II Co 6.5).
2.3 Tipos de Jejum:
1) O Jejum Parcial - comprende apenas a abstenção de determinandos alimentos, como fizeram Daniel e seus
companheiros na Babilônia, ingerindo apenas legumes e água (Dn 1.8-15).
2) O Jejum Total - abstinência absoluta de alimento e água, como ordenou Ester aos judeus e também foi praticado por
Paulo imediatamente após sua conversão (Et 4.16; At 9.9). Nestes dois casos, o jejum não perdurou mais que três dias.
Por falta de conhecimento, muitos crentes se excedem e jejuam demasiadamente, trazendo trantornos à saúde e
terríveis conseqüências á obra de Deus.
III - O POSICIONAMENTO POLÍTICO DO CRISTÃO
Muitos cristãos tem sido malsucedidos, por não se conduzirem de modo digno diante de Deus e da pátria,
fazendo mau uso do poder que lhes foi conferido. Porém, a política é atividade necessária ao bom ordenamento e
desenvolvimento de uma nação, na qual a igreja está inserida. Mesmo vivendo em um país onde a corrupção crassa o
meio político, devemos orar e jejuar pelo governo e exercermos o nosso dever como cidadãos.
3.1 O que é Política - O vocábulo política vem do grego polis (cidade). A política pois, procura determinar a conduta
ideal do estado, pelo que seria uma ética social.
3.2 O Voto do Cristão - Antes de qualquer decisão, o crente deve orar à Deus pedindo sua direção (Jr 29.13) “E
buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração”, pois um voto errado pode ser
motivo de frustração e arrependimento.
3.3 Venda de Votos - O cristão jamais deve vender seu voto: (Pv 13.11) “A riqueza de procedência vã diminuirá,
mas quem a ajunta com o próprio trabalho a aumentará”. ; (Êx 23.8) “Também suborno não tomarás; porque osuborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos“.;
(Pv 17.23) “Verdadeiramente que a opressão
faria endoidecer até ao sábio, e o suborno corrompe o coração”. Isso é antibíblico e antiético para um cidadão do
céu e revela um profundo subdesenvolvimento cultural.
3.4 Em Quem o Cristão Deve Votar - Havendo um cristão que tenha um perfil sério comprometido com o reino de
Deus, de bom testemunho, que seja honesto e que tenha vocação para a vida pública este deve ter a preferência, em
lugar de um descrente, que não tem nenhum compromisso com Deus e a igreja (Gl 6.10) “Então, enquanto temos
tempo, façamos bem a todos, mas principalmente aos domésticos da fé”. (Pv 28.12) “Quando os justos triunfam,há grande alegria, mas, quando os ímpios sobem, os homens escondem-se”
(Pv 29.2) “Quando se multiplicam
os justos, o povo se alegra, quando, porém, domina o perverso, o povo suspira”.
IV - A MISSÃO PROFÉTICA DA IGREJA
4.1 A Missão - Mesmo estando inserida num contexto social, o qual demanda o exercício da cidadania, a igreja é uma
instituição espiritual e profética, estabelecida para ensinar ao mundo a Palavra de Deus. Os crentes são profetas, no
âmbito da proclamação (gr.Kerigma) ou “pregação” do evangelho (gr.euangelion), que significa boas novas; e
“euangelizesthai” que significa trazer ou anunciar boas novas:
-
É testemunhar de Cristo aos perdidos. (Jo. 1.36)
-
É levar homens a Cristo. (Jo. 1.41)
-
É alistar vidas ao serviços de Cristo. (At. 11.25,26)
-
É proporcionar o crescimento da igreja (At. 2.47;5.14;9.31)
4.2 A Mensagem - É o conteúdo da revelação de Deus, em Jesus como Salvador e Senhor de todas as criaturas que o
aceitam como seu Salvador pessoal. Enfim, a mensagem é:
-
“O poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16).
-
“É a palavra da fé que pregamos” (Rm 10.8).
-
“Loucura para os que perecem, mas para os que são salvos, poder de Deus” (I Co 1.18).
-
“Boas novas de grande alegria para todo o povo” (Lc 2.10).
4.3 A Quem Se Destina a Mensagem:
-
“A todo o mundo” (Jo 3.16).
-
“A todos os homens” (I Tm 2.4; Tt 2.11).
-
“Deus não faz acepção de pessoas” (Rm 2.11).
CONCLUSÃO
Com base nestas verdades, concluímos que a Igreja do Senhor deve buscar o equilíbrio, na execução de sua
dupla cidadania, no sentido social e espiritual. Oremos, pois, e jejuemos pela nossa nação brasileira, no intuito de que
haja justiça, igualdade, paz, etc. E que haja um despertamento de envergadura nacional, para se buscar ao Deus
verdadeiro, e que um grande avivamento seja deflagrado neste país, de sorte que as nações nos vejam como um povo
pacífico e abençoado por Deus, e possam dizer de nós: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o
povo ao qual escolheu para sua herança” (Sl 33.12).
BIBLIOGRAFIA:
-
Bíblia de Estudo Plenitude - Edição Revista e Corrigida 1998 - Sociedade Bíblica do Brasil
-
Bíblia de Estudo Almeida - Edição Revista e Corrigida 1998 - Sociedade Bíblica do Brasil
-
Bíblia de Estudo das Profecias - Edição Revista e Atualizada 1998 - Ed. Atos
-
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 1996
-
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 3º Trimestre de 2002
-
Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 1º Trimestre de 2007





