O caráter de Cristo - 2
O CARÁTER DE CRISTO
Texto Áureo: Jo. 13.15 – Leitura Bíblica em Classe: Mt. 5.3-12; Gl. 5.22,23
Pb. José Roberto A. Barbosa
Fonte: subsidioebd.blogspot.com
Objetivo: Mostrar que Cristo é o modelo perfeito do caráter que todo cristão deva perseguir, para tanto, deverá co-operar com o Espírito Santo a fim de que este produza o Seu fruto.
INTRODUÇÃO
Nas lições deste trimestre, fizemos um passeio biográfico por alguns dos personagens mais expoentes da Bíblia, ressaltando tanto suas virtudes quanto defeitos. Na lição de hoje, a última deste trimestre, veremos que Jesus é o modelo perfeito do caráter cristão. E este, somente pode ser alcançado, quando permanecemos nEle que, por meio do Seu Espírito, produz, em nós, o Seu fruto.
1. CRISTO, O MODELO DO CARÁTER CRISTÃO
Cristo é o modelo perfeito para o caráter cristão. A seu respeito, Pedro testemunha: “Mas com o precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro imaculado e incontaminado” (I Pe. 1.19). Esse discípulo de que andou com Jesus, percebeu, em consonância com os cordeiros sacrificados na Antiga Aliança (Ex. 12.5), que Cristo é perfeito, que não havia nEle qualquer pecado. O autor da Epístola aos hebreus afirma também, que “o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo?” (Hb. 9.14). Em outra epístola, Pedro nos mostra a necessidade de ter a Cristo como parâmetro para a vida do cristão: “Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (II Pe. 3.14). De modo mais específico, é possível alcançar esse status não por meios meramente humanos, mas, pelo Espírito, em amor, cujo maior exemplo, na verdade, é Cristo (Mt. 5.44; Lc. 6.27; Jo. 13.1,34; 15.12). Se alguém perguntar: como podemos imitar a Cristo? A resposta mais simples, e ao mesmo tempo, desafiadora para o cristão, é: amando como Ele amou.
2. A VIDEIRA E SEUS FRUTOS
Em Jo. 15.1-17, Jesus trata a respeito da videira e seus ramos com o objetivo de ilustrar como deve ser o relacionamento do cristão com Deus a fim de produzir frutos. 1) existem ramos que por não produzirem frutos, são cortados da videira (Jo. 15.2); 2) alguns ramos não permanecem ligados à videira, por isso, são lançados no fogo e são queimados (Jo. 15.4); 3) os ramos que produzem frutos são podados e limpos para que dêem mais frutos ainda (Jo. 15.2). O projeto de Deus para as nossas vidas é a santificação (II Ts. 2.13), portanto, não podemos viver sem produzir frutos, na verdade, por meio deles é que somos conhecidos (Mt. 7.16-20). As condições para a produção do fruto espiritual são: 1) ser podado pelo Pai – isto diz respeito à maturidade cristã (I Ts. 5.23; Hb. 12.10-14), que envolve também a disciplina (Hb. 12.5,6) e o sofrimento (Tg. 1.2-4); 2) permanecer em Cristo – refere-se à posição do cristão com Ele (Jo. 15.4; II Co. 5.17; Ef. 2.6); e 3) a permanência de Cristo é nós – é por meio da vida de Cristo em nós que podemos viver com Ele viveu (Jo. 15.4; I Co. 1.2; Gl. 2.20; Fp. 1.1; I Jo. 2.6)
3. A FRUTIFICAÇÃO PELO ESPÍRITO
O desenvolvimento do caráter cristão carece de frutificação espiritual. Para esse fim, meditemos, a partir de Gl. 5.22, a respeito dos aspectos desse fruto, nos remetendo, inclusive, aos termos gregos: 1) amor (agape) – é o fundamento do fruto, manifesta-se na disposição em doar a si mesmo (I Co. 13; Gl. 5.13; Rm. 5.2-5; Ef. 5.23-32; 5.1,2), a exemplo de Cristo (Jo. 3.16; I Jo. 3.16); 2) alegria (chara) – alegria que independe das circunstâncias (At. 2.46; Rm. 14.7; 15.13; Fp. 4.4); 3) paz (eirene) – que não se atribula perante as adversidades (Is. 26.3; Jo. 14.26,27; Cl. 3.15); 4) longanimidade (makrothumia) – tolerância para suportar os momentos difíceis (Sl. 119.71; Rm. 5.3,4; Hb. 12.7-11; Tg. 1.3,4; 5.10,11; I Pe. 2.20); 5) benignidade (chrestotes) – disposição graciosa para fazer o bem (Ef. 4.31,32; 5.1,2); 6) bondade (agathosune) – é a prática da benignidade (Rm. 15.14; Gl. 5.22; Ef. 5.9; II Ts. 1.11), mais precisamente, à generosidade (II Co. 8.1-15; Gl. 6.9,10; I Pe. 4.8-10); 7) fidelidade (pistis) – a fé que prevalece apesar das tribulações (Rm. 5.1,2; Hb. 6.12; I Jo. 2.6); 8) mansidão (praotes) – submissão e humildade em relação a Deus e ao próximo (Mt. 11.29; Tg. 1.21; Gl. 6.1; I Pe. 3.15,16); e 9) domínio próprio (egkrateia) – controle diante das tentações (Tt. 2.11,12; II Pe. 1.5,6; I Co. 7.9; 9.25).
CONCLUSÃO
O desenvolvimento do caráter de Cristo não é algo que acontece de uma hora para outra, é resultado de uma longa caminhada ao lado do Senhor. Nós nEle e Ele em nós suscitará, ao longo do processo, a transformação, por meio da qual, de glória em glória, somos feitos à semelhança de Sua imagem (II Co. 3.18). Em toda e qualquer circunstância, Cristo, e não qualquer homem e mulher do Antigo e do Novo Testamento, é O modelo a ser seguido, pois “Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co. 5.21).
BIBLIOGRAFIA
BARCLAY, W. As obras da carne e o fruto do Espírito. São Paulo: Vida Nova, 2000.
GILBERTO, A. O fruto do Espírito. Rio de Janeiro: CPAD, 2007






No amor de Cristo,
Obs.: O que o senhor quis dizer quando afirmou que Débora é um contra-exemplo porque “tomou o lugar dos homens”?
” o prudente vê o mal e se esconde mas os simples prosseguem e sofrem a pena” Pv. 22:3.
Quanto ao fato de Jesus ter sido posto por último, penso, foi sábio e prudente, para que ao despedirmo-nos do trimestre, o façamos com uma reflexão sobre aquele que foi superior a todo e qualquer escolhido de Deus sobre a face da terra. que possa ficar em nossas vidas as marcas do RICO SENHOR JESUS.
Noutro particular, Débora assumiu uma posição em Israel na qual foi bem sucedida por que o Senhor estava com ela. seus atos foram segundo a orientação de Deus (Jz 4:6b) a uma profetisa e juíza (4:4) como resposta ao clamor de um povo, no qual, por certo incluiam-se os varões de Israel. Deus escolhe e usa quem quer, querido. que Deus possa te usar como fez com a serva que se dispôs naquela calamitosa ocasião em que o povo se encontrava.
No amor de Cristo, Deus continue te abençoando e que a paz do Senhor esteja sempre contigo.
O contra exemplo que coloquei de Débora, irmã Tatiane, é verificado em nossos dias, onde as mulheres não tem direito, em nossa comunidade assambleiana, de ser ao menos chamada de pastora. Ela foi usada por Deus, mas fez algo que jamais havia acontecido em Israel, de uma mulher liderar e julgar homens. Entendo que ela poderia ficar apenas nos bastidores, como os profetas, só mostrando os caminhos que Deus queria que seu povo seguisse. Fiquem na Paz. Se quizer ter um melhor laço fraterno, e receber meu testemunho, que mudou meu pensamento,envie e-mail
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