Sejam Bem-Vindos!

As doenças do nosso século - Pr. Osiel Varela
By Editor | Julho 3, 2008
DOENÇAS DO NOSSO SÉCULO
Lição 01 - 3º Trimestre
SUMÁRIO DA LIÇÃO:
1- As doenças do nosso século
2- Vencendo a ansiedade
3- Vivendo sem medo
4- Depressão, a doença da alma
5- Os males do consumismo
6- Os perigos da ambição
7- Cristo, a perfeita paz
8- Cuidando do corpo com moderação
9- A sedução das drogas
10- A inversão dos valores
11- Neopaganismo, um mal a ser combatido
12- Resistindo os apelos do mundanismo
13- Cristo, única esperança desta geração
- Conceitos de saúde e doença:
Doença (do latim dolencia = padecimento) é o estado resultante da consciência da perda da estabilidade de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecções, inflamações, isquémias, modificações genéticas, sequelas de trauma, hemorragias, neoplasias ou disfunções orgânicas.
Distingue-se da enfermidade, que é a alteração danosa do organismo. O dano patológico pode ser estrutural ou funcional.
Pathos = doença ou sofrimento;
Para Novaes (1976), saúde e doença são muito mais valores sociais, historicamente colocados, do que a simples expressão da situação biológica do organismo (em geral), em um meio dado e, portanto, devem ser pensados em termos de sua historicidade.
Considerando que a doença ocorre num dado ambiente, Rouquayrol (1983) enfatiza que o estado final provocador de uma doença é resultado da sinergização de uma multiplicidade de fatores políticos, econômicos, sociais, culturais, psicológicos, genéticos, biológicos, físicos e químicos.
NOVAES,R.L. A saúde e os conceitos. São Paulo, 1976. [Dissertação de Mestrado - Faculdade de Medicina da USP].
SAÚDE - plenitude do bem-estar associado à vida biológica e a capacidade mental (psique).
DOENÇA - qualquer alteração dessa condição que afeta o organismo nesses dois aspectos. A relação entre ambas está no equilíbrio ou desequilíbrio do sistema imunológico e ou da mentalidade do indivíduo.
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Ou:
Saúde é o bem estar físico mental e social, ou simplesmente a ausência de doença.
Doença é qualquer distúrbio capaz de alterar o bem estar.
I - Para você, o que é saúde?
Pergunta difícil… de acordo com nossa história de vida e expectativas podemos atribuir significados diferentes às palavras.
Alguns pensarão simplesmente na ausência de doenças ou de sintomas desagradáveis, outros pensarão no funcionamento harmônico entre corpo e mente, outros na saúde coletiva.
Entre muitas definições, encontrei uma bem abrangente, que consta do Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde, organizado por Luís Rey (ed. Guanabara Koogan), que é a seguinte:
“Saúde é uma condição em que um indivíduo ou grupo de indivíduos é capaz de realizar suas aspirações, satisfazer suas necessidades e mudar ou enfrentar o ambiente. É um estado caracterizado pela integridade anatômica, fisiológica e psicológica; pela capacidade de desempenhar pessoalmente funções familiares, profissionais e sociais; pela habilidade para tratar com tensões físicas, biológicas, psicológicas ou sociais com um sentimento de bem-estar e livre do risco de doença ou morte extemporânea. É um estado de equilíbrio entre os seres humanos e o meio físico, biológico e social, compatível com plena atividade funcional.”
Quero chamar sua atenção para uma parte muito interessante do conceito exposto acima. Mesmo dentro da “saúde”, existem tensões físicas, biológicas, psicológicas ou sociais. O que pode diferenciar a pessoa saudável da doente é a habilidade que se tem (ou não) para lidar com tais tensões. Portanto, a palavra resiliência está muito ligada ao conceito de saúde. Segundo Grotberg, resiliência é a “capacidade humana universal de enfrentar as adversidades da vida, superá-las, ou até ser transformado positivamente por elas”. Texto da Fonoaudióloga Keila A. Baraldi Knobel.
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II - Início:
Remontando ao passado de tudo, somos levados ao Éden, quando Deus Criador de todas as coisas as criou em um estado original de qualidade e pureza, o que infere um estado natural sem defeitos, afinal, era obra das próprias mãos do Todo-Poderoso e Perfeito.
Neste quadro, a coroa da criação, o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, com a mesma qualidade intrínseca de todas as coisas criadas, e mais com o sopro da boca de Deus - Ruah - em estado de pureza espiritual, física e mental.
O desvirtuamento do homem da meta original de pureza espiritual traçada por Deus, para mantença contínua do seu estado original e preservação de sua vida incluía:
Estar na presença de Deus;
Comer da árvore da vida;
Interagir com o ambiente perfeito que lhe foi entregue e com os outros homens que viriam.
Adorar a Deus.
Quando o homem se desvia destes propósitos para os quais foi criado, e em estado de pecado; atingida e perdidas foram as prerrogativas do seu estado de Bem-estar físico.
É desencadeado então um processo de degeneração do estado de bem-estar que interfere no que chamamos de saúde, que é um resultado da somatória dos itens elencados acima.
Portanto os estados de doenças, que vamos estudar neste trimestre nos obrigam ou nos remetem ao início de todas as coisas na face da Terra, principalmente ao homem Adam criado por Deus.
Paulo é feliz, e inspirado nas Santas Escrituras ao falar deste estado em que vivemos, estado de corruptibilidade.
II Co. 4.16: Por isso não desfalecemos; mas ainda que o nosso homem exterior se esteja consumindo, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
II Corintios 4:16: Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
Esta corrupção é generalizadamente e oriunda da perda do estado inicial da criação, seja a criação inanimada, animal e o próprio Adam, que criados por Deus se integravam e viviam em um estado de comunhão e ação.
“Saúde é o perfeito bem estar do ser humano no meio onde vive de modo a satisfazer todas as necessidades básicas. Já a doença é a falta de uma ou mais necessidade de modo a causar danos ao ser humano. A relação é que as duas não andam juntas, ou tem uma ou tem outra”.
Deus para preservar o homem primeiramente usa Noé como uma espécie de novo Adam, preservando-o assim da extrema corrupção que havia atingido o homem anti-diluviano.
Gênesis 6.1. ss: E aconteceu que, como os homens começaram a multiplicar-se sobre a face da terra, e lhes nasceram filhas, Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram. Então disse o SENHOR: Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem; porque ele também é carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos…E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração. E disse o SENHOR: Destruirei o homem que criei de sobre a face da terra, desde o homem até ao animal, até ao réptil, e até à ave dos céus; porque me arrependo de os haver feito. Noé, porém, achou graça aos olhos do SENHOR. Estas são as gerações de Noé. Noé era homem justo e perfeito em suas gerações; Noé andava com Deus.
Este estado de justiça e perfeição de Noé podemos entender como um estado de bem-estar ou equilíbrio na vida de Noé, isto é o que queremos estudar neste trimestre.
III - Os nossos dias:
Uma vez introduzido os aspectos de doença saúde e bem-estar veremos, à seguir, como este distanciamento de Deus promove as doenças do nosso século.
No conceito de saúde, pelo bem-estar o homem do nosso século foi mais do que beneficiado pelo próprio Deus, pelo mandato de conhecimento e sabedoria, que aliás, nunca esteve fora de todas as gerações desde o tempo de Adão, seja com a construção da Pirâmides, pela sabedoria de José para alimentar a Terra do Egito e o Mundo daqueles dias, seja pela Sabedoria de Salomão, do rei Josafá.
Mas, o nosso século é o século que mais se beneficiou deste espírito excelente da inteligência como mandato cultural dado por Deus.
Assim, temos uma verdadeira explosão de invenções que trouxeram à vida do homem deste século uma vida regalada e melhor no aspecto de conforto do que nos outros séculos.
Porém, tudo isto trouxe para o homem do nosso século uma série de fatores que acompanharam ao desenvolvimento que procurava dar conforto e bem-estar, assim temos:
Aumento da competição;
Obrigações múltiplas diárias;
Necessidade de procurar conhecimento novo a cada dia e primeiro do que os outros;
Sedentariedade: Maior sedentarismo do homem e sua família;
Obesidade;
Comidas que enchem os olhos mais trazem doenças;
A alta atração das artes cênicas - cinema, teatro, TV.
Internet (sem satanizar este moderno meio de mídia, como alguns já começaram a fazer);
Afastamento do homem da família seja pelas horas de trabalho ou por meio dos aparelhos utilizados dentro do lar;
Trânsito das cidades, e suas conseqüências: grande risco e estressante;
Aumento da concupiscência através dos novos equipamentos do lar;
Aumento de pensadores ateus;
Teoria da Evolução;
Afastamento do pensamento do homem das coisas de Deus;
Mudanças do conceito familiar (juntar em vez de casar);
“Liberação” na educação dos filhos;
Novas doutrinas políticas que afastam Deus da Sociedade;
Novos tempos no meio Evangélico;
Comércio da Religião;
Novas crenças ou costumes dentro das Igrejas;
Disputas no meio das Igrejas;
Afastamento dos crentes das Igrejas por causa de trabalho, lazer, estudo.
Todas estas coisas trouxeram uma aparente segurança e distanciamento do homem deste século de Deus, como se tudo isto suprisse a presença de Deus, que foi relegado, a segundo plano, na vida de muitos até de certos crentes, que só cultuam a Deus, quando dá tempo e levaram a quebra do sentimento de bem-estar que fora dado ao homem.
IV - As Doenças e suas origens:
À luz da Bíblia, pois não nos parece que seja correto estudar esta Lição, sob a ótica da Medicina, até porque somos leigos nesta ciência.
Utilizando o pensamento bíblico podemos entender que tudo quanto elencamos na lista supra se houvesse sido criado sob a ótica de louvar a Deus e a Sua Glória haveria uma total e radical forma da ação destas coisas na vida do homem, que não se traduzisse em doenças, como ansiedade, depressão, tristeza, fuga da realidade e outras doenças que são oriundas da somatização de perdas, disputas, porfias, não só no mundo secular e com uma ênfase muito mais grave quando ocorre no seio da Igreja, pois aqui mesmo é que não deveriam tais fatos ocorrer.
Contudo, devemos entender que estas coisas das quais usufruímos tem a permissão de Deus e não devemos desprezá-las, porém o adversário de nossas almas as utiliza como ferramenta de escravidão do homem, criando com elas, correntes que amarram o homem apenas nesta vida e transforma todo o bem que possa existir nelas em objeto ou de adoração, de exploração, de escravidão.
Isto faz com que haja exageros como:
Work-a-holic ( pessoas que se dedicam ao trabalho, quase como um vício);
Jogadores compulsivos de games;
Desejo de ganhar mais e mais;
Desejos irrefreados;
Casamentos desfeitos com rapidez;
Filhos sem regras dentro do lar;
Descrença em Deus ou surgimento de novos segmentos “religiosos”, tais como, Nova era, movimentos orientais e seus gurus;
Competição com dolo (não só no mundo secular e na Igreja);
Emulações por cargos e lugares (idem);
Ira por questões carnais;
Ira no trânsito.
Gálatas 1.ss: Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão. Porque as obras da carne são manifestas, as quais são:
adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias,
e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.
Salmos 107.17: Os loucos, por causa da sua transgressão, e por causa das suas iniqüidades, são aflitos. 18 A sua alma aborreceu toda a comida, e chegaram até às portas da morte (ficaram doentes).27 Andam e cambaleiam como ébrios, e perderam todo o tino perderam a noção e a direção ou não sabem o que fazer). 28 Então clamam ao SENHOR na sua angústia; e ele os livra das suas dificuldades.
Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixöes e concupiscências. E nos trazem paz e bem-estar para a alma e nos aproxima de Deus.
V - Opinião de médico:
Doenças psicossomáticas ou psiquiátricas podem aparecer, segundo o médico, à partir de:
Trabalhei com um grande personagem da cidade de Santo André - S P - Br (vou manter o anonimato por questões do momento em que estamos, com as eleições), o qual é médico (não crente) e ele com a sua experiência de vários anos de medicina me disse um dia:
“Se os homens obedecessem apenas o que a Bíblia ensina sobre a saúde, mesmo que não atentassem para a questão religiosa, a maioria dos males (doenças) estariam resolvidos, seja pelo comer, beber e práticas morais e de trabalho.”
Veja só o que o personagem, acima, quer dizer e disse:
Adultério: o cônjuge é obrigado a viver uma eterna tensão escondendo o fato, o que gera aumento de pressão, nervosismo, taquicardia, insônia, que acaba em problemas de ansiedade, pressão alta, e doenças do coração.
Porfias ou disputas, emulações, iras, pelejas, dissensões: o que incorre nisto inicia um processo de desavenças que podem até causar a morte, por violência (um dos males do presente século), tensões de toda a ordem;
Levam então alguns a, bebedices (quando não o isso de substâncias químicas, as drogas), e possivelmente desencadeará se o mesmo não se contiver ou não tiver um encontro com Cristo, as doenças pertinentes a esta prática, condenada em qualquer tratado de medicina, atingindo fígado, rins, artérias do coração, cérebro e por fim levando a morte, que é o desejo de satanás.
Nós não queremos que este desejo do maligno se cumpra em nossas vidas e por isto estamos escondidos em Deus por Cristo Jesus.
Prostituição: como têem avançado e mutado as doenças, chamadas DST’s, elas trouxeram a AIDAS (SIDA), o aumento da tuberculose, a hepatite A, B e outras, impetigo e uma outra série de doenças do nosso século.
VI - a - Doenças citadas na Bíblia por situações de uma vida sem compaixão e estruturadas no ter:
Temos na Bíblia situações de morte por estresse, causada, por exemplo, pela usura ou apega a propriedades e dureza de coração.
Veja o caso de Nabal:
I Samuel. 2.ss.:E havia um homem em Maom, que tinha as suas possessöes no Carmelo; e era este homem muito poderoso, e tinha três mil ovelhas e mil cabras…o nome deste homem Nabal, e o nome de sua mulher Abigail…porém o homem era duro, e maligno nas obras, e era da casa de Calebe. E Nabal respondeu aos criados de Davi, e disse: Quem é Davi, e quem é o filho de Jessé? Muitos servos há hoje, que fogem ao seu senhor. Tomaria eu, pois, o meu pão, e a minha água, e a carne das minhas reses que degolei para os meus tosquiadores, e o daria a homens que eu não sei donde vêm?…eis que tinha em sua casa um banquete, como banquete de rei; e o coração de Nabal estava alegre nele, e ele já muito embriagado,…até à luz da manhã…deu a entender aquelas coisas; e se amorteceu o seu coração, e ficou ele como pedra. E aconteceu que, passados quase dez dias, feriu o SENHOR a Nabal, e este morreu.
Colocou seu coração nas suas propriedades, foi usurário, não hospitaleiro, não servindo ao Senhor, desprezou o ungido de Deus, e aparentemente sofreu um derrame ou um enfarte (e se amorteceu o seu coração, e ficou ele como pedra) e após isto morreu e sua mulher e fortuna foram tomadas por quem ele não quis ajudar. Não nos parece um fato dos dias de hoje?
Situações como esta, se multiplicaram, e mostram o quanto isto pode afetar ao homem, que age assim. Igualmente vemos que em nosso século isto tomou proporções desenfreadas, multiplicada pela banalização da moralidade sem Deus, se tornando um modo de viver: “seja assim e você vai conquistar o mundo“. Existe um grande empresário norte-americano que apresenta um dos inúmeros “realty-shows”, que sequer aceita dar a mão a quem não conhece.
Em nosso século muitas coisas tem proliferado, existem os tais livros de sucesso, de auto-ajuda, de como ganhar dinheiro, como ser bem sucedido, e por aí vai…Tudo sem Deus, e até em nosso meio já existem este tipo de literatura: “faça a sua Igreja ser um sucesso”, seja isto ou aquilo ….
Numa das definições de saúde relacionadas anteriormente, acima, vemos expressa a palavra plenitude a qual na Bíblia significa a realização da vontade total da salvação do homem ou resgate ou redenção da humanidade, através de Jesus Cristo, Seu Filho.
Colossenses 2.1.ss.: Porque quero que saibais..; Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo, Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência...firmeza da vossa fé em Cristo. Como, pois, recebestes…também andai nele, Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados…Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo; Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade; E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;
No texto encontramos plenitude, completo; perfeição - total bem-estar edênico restaurado pela redenção da Cruz de Cristo, agora não mais só para curar nossas dores físicas, mas também e principalmente curar e sanar as nossas almas em perfeição espiritual pela ação do Espírito Santo que habita em nós.
VII - Amando o presente século:
Podemos identificar as doenças do nosso século, dentro da Igreja, com a situação de Demas, muitos estão amando mais o presente século com suas ofertas, prazeres e facilidades do que a Cristo e Sua Igreja e por meio disto estão sendo dia-a-dia envolvendo-se em situações que só lhes trazem doenças e mal-estar em vez de felicidade e bem-estar que é o que Deus deseja para nós: gozar a vida, mas com a Sua benção.
Muitos estão amando mais o presente século e tudo que ele “oferece”:
II Timóteo 4.9,10: Procura vir ter comigo depressa, Porque Demas me desamparou, amando o presente século, e foi para Tessalônica, Crescente para Galácia, Tito para Dalmácia.
Leia o texto abaixo:
I Timóteo 6.1.ss.: Todos os servos que estão debaixo do jugo estimem a seus senhores por dignos de toda a honra, para que o nome de Deus e a doutrina não sejam blasfemados. E os que têm senhores crentes não os desprezem, por serem irmãos; antes os sirvam melhor, porque eles, que participam do benefício, são crentes e amados. Isto ensina e exorta.
Se alguém ensina alguma outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, É soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias, ruins suspeitas, Contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade seja causa de ganho; aparta-te dos tais. Mas é grande ganho a piedade com contentamento.
Qual é o objetivo do homem em ganhar o mundo, tendo como ótica das doenças, que podem advir desta dura porfia diária, sem a presença ou alvo em Jesus Cristo, se:
Primeiro:
I Coríntios 10:26: Porque a terra é do Senhor e toda a sua plenitude.
Segundo:
Mateus 16:26: Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?
VIII - a - Você pensa que ganhar o mundo é o alvo do cristão, se você pensar assim, só vai ganhar decepções e provavelmente algum tipo de doença ou enfermidade continue lendo o que Paulo diz:
Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar dele. Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão. Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.
IX - CONCLUINDO:
O que aprendemos com esta lição se andarmos na Luz de Cristo e tivermos uma vida para Deus, as doenças podem nos atingir, afinal estamos vivendo no corpo corruptível, mas a nossa alma estará isenta e liberta das doenças, não só nesta vida mais principalmente na vida eterna.
Filipenses 2. 26.ss: Porquanto tinha muitas saudades de vós todos, e estava muito angustiado de que tivésseis ouvido que ele estivera doente. E de fato esteve doente, e quase à morte; mas Deus se apiedou dele, e não somente dele, mas também de mim, para que eu não tivesse tristeza sobre tristeza. Por isso vo-lo enviei mais depressa, para que, vendo-o outra vez, vos regozijeis, e eu tenha menos tristeza. Recebei-o, pois, no Senhor com todo o gozo, e tende-o em honra; Porque pela obra de Cristo chegou até bem próximo da morte, não fazendo caso da vida para suprir para comigo a falta do vosso serviço.
Fonte:
Bíbliaweb;
Lição CPAD;
Apontamentos do editor.
Texto da Fonoaudióloga Keila A. Baraldi Knobel.
Wikipédia.
http://www.fonoesaude.org
Site Yahoo.
Dicionário de termos técnicos de medicina e saúde, organizado por Luís Rey (ed. Guanabara Koogan).
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As doenças do nosso século - Pr. Adilson Guilhermel
By Editor | Julho 3, 2008
A ORIGEM DE VÁRIAS DOENÇAS ESPIRITUAIS
1. VEM PELO EVANGELHO DOS INTERESSES
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Dos que trazem escândalos - 2 Tm 3.1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Mt 18.7 Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem!
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Dos que trazem desânimos - 2 Tm 3.2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Dt 18.22 Quando o profeta falar em nome do SENHOR, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o SENHOR não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.
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Dos que trazem desilusões - 2 Tm 3.3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Mc 4.19 Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.
2. VEM PELO EVANGELHO DOS CORRUPTOS
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Com a ação dos fraudulentos - 2 Tm 3.4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, 2 Co 11.13 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo.
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Com a ação dos enganadores - 2 Tm 3.5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. I Tm 4.1 Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios
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Com a ação dos aliciadores - 2 Tm 3.6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; 2 Pe 2.19 Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo.
3. VEM PELO EVANGELHO DOS HERETICOS
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Os propagadores da ignorância - 2 Tm 3.7 Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. Ef 4.18 Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração;
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Os propagadores da imitação - 2 Tm 3.8 E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. 2 Co 11.14 E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz.
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Os propagadores da falsidade - 2 Tm 3.9 Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como também o foi o daqueles. 2 Pe 2.1 E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição
Obs: os esboços são elaborados exclusivamente pelos textos bíblicos da lição.
Pastor Adilson Guilhermel
http://www.pastorguilhermel.com.br/noticia.php?not_cod=14
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As doenças do nosso século - Pr. Caramuru Afonso
By Editor | Julho 2, 2008
A) INTRODUÇÃO AO TRIMESTRE
Neste terceiro trimestre letivo de 2008, estudaremos um tema que está, de certo modo, relacionado com o do trimestre anterior. Se, no segundo trimestre deste ano, estudamos a disciplina da vida cristã, ou seja, os regulamentos pelos quais devemos servir a Deus segundo a Sua vontade, neste trimestre, estaremos a estudar os males que infestam o mundo sem Deus e sem salvação, bem como as soluções que Deus, através de Sua Palavra, traz para a solução destes males.
Se acabamos de estudar como o cristão deve viver para agradar a Deus, agora iremos analisar a “vã maneira de viver” deste mundo, o seu “modus vivendi” desastroso e trágico, a fim de podermos, como Igreja, i.e., como agência do reino de Deus nesta Terra, levar a mensagem de salvação a tantos quantos sofrem as mazelas que existem no presente século, cumprindo, assim, a nossa missão evangelizadora.
Como demonstra o próprio título do tema deste trimestre, o mundo é enfermo, padece de doenças crônicas (i.e., doenças de longa duração, permanentes, que duram muito tempo), doenças estas que são efeitos diretos do pecado, que, desde que entrou no mundo pelo primeiro casal(Rm.5:12), tem dominado o homem (Gn.4:7; Jo.8:34) e trazido nefastas conseqüências, que levam como recompensa única a morte (Rm.6:23).
Mas, ao mesmo tempo em que estudaremos os males que afligem a humanidade, numa intensidade nunca antes vivenciada, visto que estamos às vésperas da volta do Senhor, tempo em que a iniqüidade se multiplicaria, conforme a Palavra de Deus (Mt.24:12), também veremos quais as curas que este Deus misericordioso e amoroso, na Bíblia Sagrada, apresenta para cada um destes males, de forma a não só nos tornar conscientes e sabedores do que está a ocorrer neste mundo, dando-nos o devido discernimento para que não venhamos a ser enganados nestes dias tão difíceis (I Co.2:14-16), como também para que, como luz do mundo e sal da terra (Mt.5:13,14), possamos levar estas boas-novas a este mundo tão carente de Deus e de salvação, fazendo com que se prossiga a obra do Senhor Jesus que, durante Seu ministério terreno, andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo (At.10:38).
Iniciaremos nosso estudo com uma lição introdutória, onde serão apresentadas as principais doenças do nosso século (lição 1). Em seguida, serão analisadas algumas das chamadas “enfermidades intrapessoais”, i.e., doenças que afetam o interior de cada ser humano, a saber, a ansiedade (lição 2), o medo (lição 3) e a depressão (lição 4).
Na seqüência, serão estudados dois males que, embora tenham reflexo social evidente, são, também, males relacionados com o interior do homem, quais sejam, o consumismo (lição 5) e a ambição (lição 6). Este primeiro bloco, atinente a tais “doenças intrapessoais”, será concluído com a apresentação da cura bíblica para eles, mediante a reflexão de Jesus Cristo como a perfeita paz (lição 7).
O segundo bloco de lições analisará as chamadas “enfermidades sociais” e as “enfermidades religiosas”, ou seja, respectivamente, os males que têm atingido seriamente os relacionamentos entre as pessoas e o relacionamento do homem com Deus. Assim, será estudado o indevido culto ao corpo (lição 8), a problemática das drogas (lição 9), a inversão de valores (lição 10), o neopaganismo (lição 11) e o mundanismo (lição 12). Este bloco também será concluído com a apresentação da cura bíblica para todas estas doenças, mediante a reflexão de Jesus Cristo como a única esperança desta geração (lição 13).
Notamos, portanto, que, de uma maneira muito didática, as Lições Bíblicas deste trimestre buscam nos pôr a par do cumprimento das profecias bíblicas no atual momento da história da humanidade e da urgência e extrema necessidade que temos de enfrentar tais enfermidades crônicas com o único remédio capaz de solucioná-las: a pessoa bendita de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
O comentarista deste trimestre, que se integra à equipe de comentaristas da Casa Publicadora das Assembléias de Deus, é o pastor Wagner Tadeu dos Santos Gaby, dirigente do templo-central das Assembléias de Deus em Curitiba/PR, advogado, escritor, membro da Casa de Letras Emílio Conde e presidente da Comissão Eleitoral da CGADB.
Que, ao final deste trimestre, possamos estar plenamente conscientes, como verdadeiros “médicos espirituais”, de quais são os males deste mundo e que, a cada um deles, possamos ministrar, com eficácia, o remédio: Jesus Cristo, pois, como disse já o poeta sacro anônimo: “Contra os males deste mundo, Deus nos vale só. Não há mal que Deus não cure, pois de nós tem dó. Cristo cura, sim; Cristo cura, sim. Seu amor por nós é imenso, Ele cura, sim” (primeira estrofe e estribilho do hino 5 da Harpa Cristã).
B) LIÇÃO 1 - AS DOENÇAS DO NOSSO SÉCULO
O mundo, vivendo distante de Iahweh-Rapha’(???? ???), o Deus que sara (Ex.15:26), é e sempre será doente física, moral e espiritualmente.
INTRODUÇÃO
- Neste trimestre, estudaremos as “doenças do nosso século”, ou seja, alguns dos males que têm afligido a humanidade e levado o mundo que nos cerca, apesar de todo o progresso tecnológico e material, a um estado de grande sofrimento, sofrimento este que cresce a cada instante.
- O mundo é doente porque rejeitou se submeter a Deus e a Igreja, que é o povo que aceitou servir a este Deus, precisa estar consciente dos males que afetam o mundo, pois só ela pode oferecer o único remédio que cura todas estas enfermidades: Jesus Cristo.
I - O “NOSSO SÉCULO” E SUAS DOENÇAS
- O tema de nosso trimestre é “As doenças do nosso século: as curas que a Bíblia oferece”. Notamos, portanto, que, de pronto, torna-se necessário esclarecer o que significa “o nosso século”, até porque, numa leitura apressada, podemos ficar com a impressão de que estamos tão somente a falar do “século XXI”, que é o século em que estamos no calendário gregoriano, o calendário que é adotado universalmente.
- No entanto, quando vamos ao dicionário, notamos que a palavra “século” tem um sentido primeiro que vai muito além da indicação de um período de cem anos, como estamos acostumados a pensar. No Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, vemos que o primeiro significado de século é “o mundo, a vida terrena”, significado este que também leva aos de “a época em que se vive, o tempo presente”. “o tempo considerado sob um ponto de vista indeterminado”. Era este, aliás, o significado dado em latim para a palavra “saeculum”, que é origem evidente deste vocábulo em língua portuguesa.
- Quando vemos a palavra “século” na Bíblia Sagrada, na Versão Almeida Revista e Corrigida, observamos que é neste significado original que a palavra é utilizada. Surge, pela vez primeira, em I Cr.16:36, na expressão “século em século”, precisamente para dar a conotação de Deus está fora da dimensão temporal, que Deus está associado à eternidade, ao contrário do ser humano, expressão que se repete em Sl.41:13. Também, em Is.34:10; Jr.7:7 e 25:5, a expressão é utilizada pelos profetas para indicar promessas duradouras e eternas da parte de Deus, seja para o bem de Seu povo, seja para o mal dos inimigos do povo de Deus.
- Em Ec.9:6, encontramos o uso da palavra “século” no significado próprio de “vida terrena”, deste mundo, o que não é de se espantar pois é o livro de Eclesiastes o livro do Antigo Testamento que cuida da chamada “vida debaixo do sol”, ou seja, da vida sob a perspectiva de nossa existência terrena. No mencionado versículo, o pregador está a dizer que os mortos, nesta vida, são esquecidos e não têm parte alguma neste mundo, ou seja, “neste século”.
- A palavra hebraica utilizada para “século” é ” ‘olam” (???), cujo significado é tanto um período de duração indeterminada, período de longa duração, quanto o de “este mundo”, esta existência terrena, tanto que o “mundo-do-além”, o mundo após a morte física, o que denominamos de “eternidade” é o que os israelitas denominaram de ” ‘olam ha-ba”.
” ‘olam”, portanto, tem nitidamente o significado desta existência terrena, deste período indeterminado em que passamos “debaixo do sol”.
- Em o Novo Testamento, temos a repetição da mesma idéia já apresentada seja no latim, seja no hebraico, na palavra grega “aion” (????), referindo-se, sempre, a esta atual existência terrena, ao “mundo-do-lado-de-cá”, que difere do “mundo-do-lado-de-lá”, chamado nas Escrituras de “século futuro” ou “vindouro” (Mt.12:32; Mc.10:30; Ef.1:21; Hb.6:5).
-O “mundo-do-lado-de-cá” é contrário aos ditames divinos, está em rebeldia contra Deus, tanto que Paulo considera que os “entendidos” deste “século” são considerados loucos diante de Deus (I Co.1:20), trata-se de um “século” mau (Gl.1:4), já que dominado pelo adversário de nossas almas, chamado de “deus deste século” (II Co.4:4), que comanda os “príncipes das trevas deste século”, que estão em constante luta contra os servos do Senhor (Ef.6:12). Por isso, amar o presente século é afastar-se de quem serve a Deus (II Tm.4:10). Apesar de tudo, porém, embora não pertençam nem sejam coniventes com este século, os servos de Deus nele vivem, ainda que se forma distinta dos demais homens (Tt.2:12).
- O “século”, pois, nada difere do “mundo” mencionado muitas vezes nas Escrituras, não o “mundo físico”, mas o “mundo espiritual”, o sistema organizado que contraria a Deus, capitaneado pelo diabo e que domina os homens que, por sua livre e espontânea vontade, não se submetem ao Senhor. Já no Sl.17:14, o salmista nos adverte a respeito dos “homens do mundo, cuja porção está nesta vida”, cujo livramento Davi está a implorar a Deus. Tem-se, pois, que o “mundo” tem uma perspectiva única e exclusiva desta vida debaixo do sol, desprezando por completo a eternidade.
- Este “século”, como já se viu, é caracterizado pela maldade. O profeta já dizia que o Senhor visitaria sobre o mundo a maldade e, sobre os ímpios, a sua iniqüidade (Is.13:11). Vê-se, portanto, que o “presente século”, o “nosso século” do tema deste trimestre, é um lugar onde reinam a maldade e a iniqüidade, ou seja, o pecado (I Jo.3:4).
- Ora, por haver pecado neste mundo, temos que os seus habitantes estão sob o domínio deste pecado (Gn.4:7), pois quem comete pecado é servo do pecado, como nos ensinou o Senhor Jesus (Jo.8:34). Ora, o domínio do pecado traz ao mundo uma situação extremamente difícil, porquanto o salário do pecado é a morte, ou seja, a separação de Deus.
- Sendo Deus Aquele que traz ao homem sentido para a sua existência, pois o homem foi criado para servir a Deus e, neste serviço, alcançar a felicidade, vemos que o “presente século” nada pode oferecer de bom ao homem, visto que nada que estabeleça pode sequer trazer ao homem sentido para a sua vida. Não é por outro motivo, aliás, que o pregador, ao tratar da “vida debaixo do sol”, chega à conclusão de que “tudo é vaidade” (Ec.12:8), ou seja, há um vazio de sentido, um vazio de significado em que tudo o que se faz ou se pratica dentro do “século”, tanto que o apóstolo Pedro não titubeia em afirmar que o modo de vida no “século” é uma “vã maneira de viver” (I Pe.1:18), i.e., um modo de viver vazio, sem qualquer significado.
- Quando criou o homem, Deus o pôs num jardim, onde Deus fez brotar “toda a árvore agradável à vista, e boa para comida, e a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal” (Gn.2:9). Nota-se, pois, que Deus estava sumamente interessado em que o homem tivesse uma vida feliz e regalada, um bem-estar físico, psíquico, moral e espiritual. Com efeito, Deus havia tomado o cuidado de o homem se sentir bem do ponto-de-vista psicológico (”agradável à vista”), do ponto-de-vista físico (”boa para comida”), do ponto-de-vista espiritual (”árvore da vida”) e do ponto-de-vista moral (”árvore da ciência do bem e do mal”). Havia, assim, uma completa harmonia, um bem-estar que traduzia um estado de saúde. Sim, pois, quando vemos o Estado eterno, o resultado da obra expiatória de Jesus, vemos que, na Jerusalém celestial, as folhas da árvore da vida são para “saúde das nações”, a indicar, pois, que, na vida com Deus, há saúde. Mas o que é saúde?
- Diz o dicionário que saúde é “estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para a forma particular de vida (raça, gênero, espécie) e para a fase particular de seu ciclo vital”. Ora, para que se possa falar em “saúde” no aspecto que estamos a tratar, é necessário que o homem, criado para viver em comunhão com Deus, esteja, efetivamente, em comunhão com Ele e isto somente ocorre quando não há pecado, pois os pecados fazem divisão entre o homem e Deus (Is. 59:2).
- A saúde, ademais, é um “equilíbrio dinâmico”, ou seja, é algo que tem de permanecer ao longo do tempo, que não é estático, mas que se renova a cada dia, a cada instante, em que se cumprem os objetivos e finalidades estabelecidos para aquele determinado organismo. Não é por outro motivo que toda viração do dia, Deus vinha ao encontro do homem, para que, assim, dia após dia, o homem cumprisse o propósito de servir a Deus e dominar a criação terrena, num equilíbrio dinâmico.
- O mundo, porém, nascido da entrada do pecado, no exato instante em que o primeiro casal quis ser igual a Deus, ou seja, independente do Senhor, não pode ter “saúde”. Muito pelo contrário, o “nosso século” é caracterizado pela presença da “doença”. Doença é “alteração biológica do estado de saúde de um ser (homem, animal etc.), manifestada por um conjunto de sintomas perceptíveis ou não”, “alteração do estado de espírito ou do ânimo de um ser”. Houve uma modificação no plano original de Deus para o homem e, por isso, com a entrada do pecado e a criação do “presente século”, temos um universo marcado pela “doença”, palavra que vem do latim “dolentia”, que é “aquilo que causa dor, que aflige”.
- “Doença” é o que causa dor, que causa sofrimento, que causa aflição. É isto que temos no mundo, como o próprio Jesus deixou claro ao afirmar que “no mundo tereis aflições” (Jo.16:33). Salomão, também, ao descrever a “vida debaixo do sol”, mais de uma vez mostrou que ela se caracteriza pela presença de “aflição de espírito” (Ec.1:14,17; 2:11,17,26; 4:4,6,16; 6:19), expressão que quase sempre está associada à “vaidade” de que falamos há pouco.
- Se no mundo temos aflições, isto revela que o mundo é repleto de “doenças”, pois tudo, no mundo, está alterado, modificado em relação ao plano originalmente estabelecido pelo Senhor. Não surpreende, pois, que o “nosso século” tenha doenças. No entanto, se o “presente século” é mau, repleto de doenças, devemos também nos lembrar que estamos neste mundo, mas dele não somos (Jo.17:14,16). Desta maneira, não podemos ser doentes, visto que, enquanto o mundo está em trevas, nós estamos na luz e, portanto, nossas obras não podem ser más, mas, sim, devem ser boas (Jo.3:19-21).
- Assim, embora tenhamos de identificar as doenças que existem no “presente século”, não podemos nos deixar contagiar por tais enfermidades, pois, como se sabe, contágio é “transmissão de doença de uma pessoa a outra, por contato direto ou indireto”. Ora, Jesus nos ensinou que devemos sempre viver em santificação, ou seja, separados do pecado, separados deste mundo, embora estejamos nele.
- “Contágio” vem da palavra latina “contagium”, que tem o significado de “união”, “participação”. Por isso, é dito, nas Escrituras, que não podemos amar mais as trevas do que a luz, mas devemos vir para a luz, se, realmente, praticamos a verdade. Não há comunhão entre a luz e as trevas (II Co.6:14), de sorte que, num mundo repleto de doenças, devemos viver de tal maneira que não nos deixemos contaminar pelas doenças, não sejam atingidos pelo contágio, pois “o príncipe deste mundo” nada tem em nosso Senhor (Jo.14:30).
- Por isso, quem ama o mundo, o amor do Pai não está nele (I Jo.2:15) e amar o presente século, como fez Demas, leva o homem a se afastar do Senhor e de Seus imitadores (I Co.11:1; II Tm.4:10). Devemos manter uma saúde espiritual, para tanto não só aceitando a cura do Senhor, como também evitando adoecer, mediante uma profilaxia eficaz, que são as disciplinas da vida cristã, estudadas no trimestre anterior.
- Mas não basta que fiquemos sãos. É indispensável que, para que, inclusive nos mantenhamos saudáveis, levemos a saúde para os que estão a padecer enfermidade no mundo. A missão da Igreja, como luz do mundo, é levar a “luz do evangelho de Cristo” aos que tiveram seu entendimento cegado pelo “deus deste século” (II Co.4:4). Torna-se imperioso que sejamos instrumentos do Espírito Santo para que alguns do mundo sejam convencidos de que o “príncipe deste mundo está julgado” (Jo.16:11), pois, afinal de contas, o Senhor Jesus expulsou “o príncipe deste mundo” (Jo.12:31).
- Devemos, como verdadeiros “médicos espirituais”, levar ao “mundo” a cura de suas doenças, que é Jesus Cristo, que venceu o pecado e a morte e que, agora, sentado à destra de Deus, é a propiciação pelos pecados de todo o mundo (I Jo.2:2). Mas, como bons médicos, antes de ministrarmos o devido medicamento, Jesus Cristo, que cura todas as enfermidades e moléstias entre o povo (Mt.4:23; 9:35), que façamos o correto diagnóstico, ou seja, que se distingam as doenças, que sejam elas identificadas. Eis o objetivo deste nosso trimestre: diagnosticar as doenças do nosso século e, assim, termos condição de ministrarmos aos doentes o devido remédio: Jesus Cristo.
II - AS DOENÇAS DO PRESENTE SÉCULO
- Nosso comentarista identificou três classes de doenças do nosso século. Tal identificação tem a ver com a própria ruptura do relacionamento de comunhão entre Deus e o homem por causa do pecado. Como já dissemos supra, o pecado faz divisão entre o homem e Deus (Is.59:2) e, assim, a comunhão estabelecida entre Deus e Sua imagem e semelhança na terra se desfez.
- Ora, o homem, ao ser criado, foi estabelecido como “coroa da criação terrena”, tendo um relacionamento baseado em alguns pontos, a saber:
a) tinha uma relação especial e única com o seu Criador, pois foi criado à imagem e semelhança de Deus (Gn.1:26,27). Um ser moral, que sabia discernir o bem do mal, que tinha consciência de servir e adorar ao Senhor, um ser dotado de liberdade. Tinha, pois, um relacionamento singular com Deus. Nasce daí a sua “religiosidade”, pois tinha ele uma “natural inclinação para adorar a Deus”. Não é por outro motivo, aliás, que o primeiro e grande mandamento é “amar a Deus sobre todas as coisas” (Mt.22:37,38)
b) tinha uma relação de igualdade e solidariedade com o próximo, pois macho e fêmea foram criados iguais pelo Senhor, ambos foram abençoados e ambos deveriam viver em frutificação espiritual, com reprodução biológica e com capacidade de encher a Terra (Gn.1:27,28). Eram seres feitos para viver em sociedade (Gn.2:18), sem qualquer domínio de um sobre o outro, em completa fraternidade e solidariedade. Não é outra a razão pela qual o Senhor Jesus elevou o amor ao próximo a condição de segundo mandamento, semelhante ao primeiro (Mt.22:39).
c) tinha uma relação de perfeita harmonia consigo mesmo (Gn.2:9). Conforme já vimos supra, o homem foi criado num estado de completa harmonia interna, pois a comunhão que tinha com Deus fazia com que seu espírito, o elo de ligação com o Criador, dominasse sobre sua alma e corpo, fazendo-lhe desfrutar da plenitude de sua capacidade (Gn.2:19,20). Jesus fez questão de ressaltar que o amor ao próximo tem de ser equivalente ao amor a si mesmo (Mt.22:39).
d) tinha uma relação de domínio sobre a criação terrena (Gn.1:26). O ser humano foi feito para dominar sobre todas as criaturas terrenas, sendo-lhes portanto superior, superioridade que se refletia em completa harmonia com o ambiente que o cercava, tanto que o conservava e dele usufruía para seu deleite.
e) tinha uma relação com o Deus eterno e, por isso, a eternidade era uma realidade presente, não havia influência do tempo sobre o homem, cuja mente estava voltada para as “coisas de cima”, para o encontro diário com seu Criador na viração do dia.
- Ora, o pecado veio transtornar todo este estado de coisas e o sistema surgido com a entrada do pecado, o “século”, trouxe alterações profundas nesta situação, que é, pois, a origem das doenças que serão o alvo de nosso estudo. Assim, o pecado rompeu o relacionamento entre Deus e o homem e, desta ruptura, surgiram as “doenças religiosas”, ou seja, as tentativas humanas para “religar” o homem a seu papel de adoração, doenças estas que levaram à idolatria (Rm.1:21-23), idolatria que se intensifica nos dias em que vivemos e que cada vez mais se desmascara como adoração explícita a Satanás, o deus deste século, num evidente prenúncio dos dias da Grande Tribulação.
- Em II Tm.3:1-5, o apóstolo Paulo traz-nos uma descrição das características dos homens do século, dos “tempos trabalhosos”, predicados que contemplamos em nossos dias como inevitável cumprimento das profecias bíblicas. Vemos, claramente, que os homens deste século estão tomados pelas “doenças religiosas” e, assim, em vez de adorarem a Deus, criam para si ídolos, a começar por eles próprios, pois o presente século não ama a Deus, mas é repleto de homens “amantes de si mesmos”, “avarentos” (e, por isso, idólatras - Cl.3:6), “presunçosos” (verdadeiros “sabichões”, que não aceitam receber a orientação divina), “soberbos” (auto-suficiente, que, portanto, entende não precisar de Deus), “blasfemos” (desrespeitadores da pessoa divina), “profanos” (pessoas que não se interessam pela santidade e, portanto, não querem, de forma alguma, buscar a Deus, que é santo), “mais amigos dos deleites do que amigos de Deus” (e, portanto, como não querem ser amigos de Deus, constituem-se em Seus inimigos - Tg.4:4; I Jo.2:15).
- Mas, não é apenas a ruptura do primeiro e grande mandamento que faz com que surjam doenças no mundo, no presente século. Tem-se, também, que, ao ingressar o pecado, o homem perde a solidariedade e fraternidade que tinha com o seu próximo. A fonte do amor ao próximo é o amor a Deus (I Jo.4:20) e, se, com o pecado, não houve amor a Deus, não haverá, igualmente, amor ao próximo. Surgem, então, as chamadas “doenças sociais” ou “doenças interpessoais”, que são males nas relações entre as pessoas, fruto da falta de amor ao próximo.
- Em II Tm.3:15, temos as características dos homens do presente século em virtude destas “doenças sociais”. É dito que os homens deste século são “desobedientes a pais e mães”, ou seja, começam por se constituir em inimigos e a desprezar os seres mais próximos de sua geração, que são seus pais. São, também, “ingratos”, ou seja, jamais reconhecem o bem que recebem, vistos como própria obrigação dos outros em relação a si mesmos, fruto do egocentrismo que caracteriza os homens do mundo, que crêem pensar unicamente em si. São homens “sem afeto natural”, ou seja, que não têm qualquer sentimento de misericórdia, de compaixão, que não têm qualquer consideração pelo outro.
- As “doenças sociais” manifestam-se, também, na circunstância de serem os homens “irreconciliáveis”, ou seja, não conseguem perdoar nem ser perdoados, alimentando mágoas, rancores e ódios que só tendem a aumentar e que, inclusive, saem da esfera individual para se transformar em lutas de grupos e de etnias umas contra as outras; “caluniadores”, ou seja, acusadores, detratores da honra e da fama alheias, neste particular, tornando-se semelhantes ao diabo (aliás, “caluniador” em grego é “diábolos”), que não cessa de acusar os santos dia e noite (Ap.12:10), pessoas cujo único prazer é matar os seus irmãos, pois o caluniador é, antes de tudo, um homicida (Mt.5:22); “cruéis”, isto é, pessoas que não têm qualquer compaixão ou misericórdia para com o outro; “sem amor para com os bons”, pessoas que não demonstram nenhum sentimento de piedade e que não toleram os que são bons para com o próximo; “traidores”, pessoas que não são desleais, não confiam em ninguém nem permite que ninguém confie nelas; “orgulhosos”, pessoas que só pensam em si mesmas, que são incapazes de levar em conta o outro.
- Mas, além da ruptura causada no relacionamento com Deus e no relacionamento com o próximo, os homens deste mundo são pessoas que não amam sequer a si mesmas, que entram em conflito consigo mesmas, pois, se realmente amassem a si próprias, amariam a Deus e ao próximo. Ao se deixarem levar pelo pecado, os homens do presente século passam a “andar segundo a carne” (Rm.8:1) e, por isso, se inclinam para as coisas da carne (Rm.8:5), ou seja, fazem apenas o que lhes manda a natureza pecaminosa (pois isto é que é a carne), natureza pecaminosa que tem como único fim levar o ser humano para a autodestruição.
- Surgem, então, as chamadas “doenças intrapessoais” ou “doenças pessoais”, que nada mais são que os males que o homem causa a si mesmo. Na ilusão de se endeusar, no engano de estar fazendo o que lhe apraz e de ter o “máximo aproveitamento da vida”, o homem do presente século destrói-se a si próprio, busca tão somente a aceleração da sua degradação, da sua morte física, cujo único resultado é a sua perdição eterna. Por um caminho espaçoso, por uma porta larga, onde pensa ter se permitido tudo fazer, o ser humano tão somente abrevia a sua existência terrena e dá início a seu sofrimento eterno.
- Assim, ao pensar ter que fazer tudo para se sobressair sobre os demais, bem como nada ter que fazer em relação a Deus, os homens do presente século tornam-se “incontinentes”, ou seja, não têm domínio próprio, deixando-se levar por tudo aquilo que a sua natureza pecaminosa os encaminha, que nada mais é que a cobiça desenfreada de satisfação dos desejos pecaminosos (”concupiscência da carne”), a limitação da cobiça às coisas visíveis e que são agradáveis pela aparência (”concupiscência dos olhos”), tornando a visão, fonte de luz, em fonte de densas trevas (cf. Mt.6:22,23), sem se falar na ilusão de que seus desejos podem tornar-se em realidade com o esforço próprio, como se, entre os homens, o querer fosse o efetuar (”soberba da vida”).
- Conduzidos pela carne a buscar aquilo que há no mundo (I Jo.2:16,17), os homens do presente século passam a cometer desatinos que só lhes causam males como se pode ver pela imoralidade sexual reinante, causadora de pestes, distúrbios e sofrimentos em diversas áreas da vida humana (desintegração familiar, criminalidade entre outros); pelo uso e abuso crescente de drogas, pelo aumento do tráfico de mulheres e da mercantilização dos seres humanos.
- Os homens do presente século são, também, “obstinados”, ou seja, têm seu coração endurecido, estão insensíveis aos seus próprios limites e sentimentos, vendendo-se, não descartando qualquer atitude ou gesto para atingirem fins e propósitos imediatistas. Não medem conseqüências para os seus atos nem sequer perguntam se o que fazem vai ou não prejudicar o outro. Quem apenas a satisfação do prazer imediato, prazer este, aliás, que, não poucas vezes, traz prejuízo aos próprios que desfrutam (que o digam, por exemplo, as doenças decorrentes do uso de drogas).
- Por fim, vemos que o homem, feito para ser “coroa da criação terrena”, no mundo é completamente aviltado e desprezado. O presente século não dá ao ser humano qualquer valor, numa completa inversão de valores. Embora seja cada vez mais freqüente falarmos no “princípio da dignidade humana” como elemento norteador do comportamento da humanidade, o que se verifica, porém, é o mais completo desprezo ao ser humano. Recentemente, por exemplo, no Brasil, ao mesmo tempo em que o Supremo Tribunal Federal autorizava o uso de embriões humanos para pesquisa, alguns juízes deram liminares para permitir a ausência de alunos em experiências em que se utilizam cobaias animais, ou seja, o ser humano vale menos do que um animal!
- Com o desprezo dado ao ser humano, temos que, no presente século, os homens são “avarentos”, ou seja, amam e adoram o dinheiro, que tem muito mais valor que os homens. Como se costuma dizer, “o dinheiro faz o mundo rodar” e tudo quanto beneficia as riquezas tem proeminência. Este “amor do dinheiro” é a raiz de toda espécie de males e esta doença tem sido uma das que mais contagiam os que estavam servindo ao Senhor (I Tm.6:10).
- Mas o presente século também retira do ser humano a eternidade que o Senhor havia posto em seu coração (Ec.3:11 ARA). Os homens deste mundo, diz o salmista, têm sua porção nesta vida, ou seja, não buscam nada mais, nada menos que “as coisas desta vida”, as “coisas deste mundo”. São pessoas que estão embaixo, como disse o Senhor Jesus (Jo.8:23).
- Para os homens deste mundo, a vida só significa o comer, o beber e o vestir (Mt.6:31) e, como não conseguem conter-se, bem como são dominados pelo pecado, não se contentam com a mera subsistência e iniciam uma corrida desenfreada em busca da satisfação de tais necessidades, sem qualquer equilíbrio, num estado de conflito interno, onde a carne, que busca a sua autodestruição, gera um sentimento de inquietude e desassossego, a inquietude relatada pelo Senhor no sermão do monte.
- Em virtude disto, a mente dos homens não pensa senão nesta existência terrena, no “mundo-do-lado-de-cá”, desprezando, por completo, a eternidade e o que ela representa. Não se importam com o destino de seu ser depois da “vida debaixo do sol”. Por isso, quando alguém aceita a Cristo, não pode ter um tal comportamento, pois, tendo já ressuscitado com Jesus, é nova criatura, não mais pensando nas coisas desta vida, mas, sim, nas “coisas de cima” (Cl.3:1,2).
- A falta de perspectiva eterna é um verdadeiro contra-senso, visto que os homens sabem que não podem viver eternamente debaixo do sol, que a morte é inevitável e, então, surge o grande paradoxo do homem do presente século: o de saber que a morte é a angústia de quem vive. Este nó, que os chamados filósofos existencialistas tentaram desatar, não tem sido desfeito, pois é a prova indelével de que o mundo é doente e precisa ser curado. À “angústia da morte” só existe uma solução: Jesus Cristo, Aquele que trouxe para todos tenham vida e vida em abundância (Jo.10:10).
- O “século”, ademais, é caracterizado, precisamente, por ser algo submetido ao tempo, algo que é passageiro, que não tem duração. A Bíblia compara a existência do homem à da flor da erva que, de manhã vigorosa e bela, à tarde está seca, murcha e morta (Sl. 90:5,6; Tg.1:10,11; I Pe.1:24), ao conto ligeiro (Sl.90:9). Destarte, voltar-se o homem apenas para este insignificante período de sua existência é um aviltamento sem igual, já que Deus pôs a eternidade em seu coração, causa de toda esta “angústia” de que tanto se fala.
- Hoje em dia, poucos são os que pensam na próxima geração, preferindo, antes, ususfruir do “aqui e agora”, quando o correto seria termos nossas mentes para a eternidade que nos aguarda. Este “imediatismo”, inclusive, tem invadido muitas igrejas locais e contaminado a muitos com mais esta doença do século.
III - A CURA DAS DOENÇAS DO SÉCULO
- Vistas as doenças do século, resta-nos apenas, ainda que de maneira bem introdutória, falarmos sobre o tratamento que se requer para que tais doenças sejam curadas.
- Por primeiro, cumpre observar que as doenças, como tudo o que existe no presente século, são, também, temporárias e passageiras. Diz o apóstolo João que “o mundo passa e a sua concupiscência” (I Jo.2:17). Ora, as doenças são conseqüências da própria natureza do mundo, surgiram com o aparecimento do mundo e, portanto, também hão de passar quando o mundo desaparecer.
- Isto nos dá grande ânimo, porque, em sendo as doenças passageiras, nós, que aceitamos a Cristo e recebemos a eternidade em nosso coração, sabemos que, em Deus, somos maiores do que tais doenças e, portanto, temos condições de não sermos contaminados com elas e, mesmo se o formos, de alcançarmos a cura. Além do mais, estando livres das “doenças do século”, podemos, também, anunciar a todos os homens deste século que podem eles, também, se libertar de tais doenças, alcançando a cura para suas existências.
- As aflições do presente século podem ser vencidas. O próprio Jesus disse que se tivéssemos bom ânimo e seguíssemos Seu exemplo, seríamos tão vitoriosos quanto Ele o foi (Jo.16:33). O apóstolo Paulo também asseverou que a vitória é possível, pois somos mais do que vencedores por Aquele que nos amou (Rm.8:37). O apóstolo João, por fim, foi categórico ao afirmar que a vitória que vence o mundo é a nossa fé (I Jo.5:4).
- Quando esteve entre nós em carne e sangue, Jesus andou fazendo bem e curando a todos os oprimidos do diabo (At.10:38), pois, como afirma o apóstolo João, Ele veio desfazer as obras do diabo (I Jo.3:8). Com Seu sacrifício, Jesus julgou este mundo (Jo.12:31) e o derrotou, garantindo-nos a vitória, inclusive sobre a morte (I Co.15:57).
- Deste modo, podemos e devemos, assim como o Senhor, pois devemos seguir o Seu exemplo (I Pe.2:21) e ser Seus imitadores (I Co.11:1), durante a nossa existência terrena após o novo nascimento, nossa existência enquanto novas criaturas, andar fazendo bem e curar a todos os oprimidos do diabo. Para tanto, devemos fazer como o apóstolo Paulo, pregar a Cristo e Este crucificado (I Co.2:2).
- A pregação do Evangelho, o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê em Jesus, em que se descobre a justiça de Deus de fé em fé (Rm.1:16,17), é o meio pelo qual se leva aos homens do presente século a cura de suas doenças, que é o próprio Jesus. É Jesus quem dá saúde espiritual, moral, psíquica e física para a humanidade. É Ele que, ao restaurar o amor a Deus em nossos corações, criar o amor de Deus em nosso interior, faz com que venhamos a ter o amor ao próximo, a perspectiva da eternidade e o restabelecimento da dignidade da pessoa humana.
- A cura das doenças deste século somente vem através da pregação do Evangelho, mensagem esta que outra não é senão a de arrependimento dos pecados e submissão à vontade de Deus. É preciso que nós, que já aceitamos a este Jesus, que já fomos curados das doenças do presente século, levemos o medicamento apropriado e adequado para a cura das almas sofredoras e angustiadas que caminham rapidamente para a perdição eterna. Que não sejamos “médicos faltosos” que, por “omissão de socorro”, contribuamos para que muitos pereçam. Que neste trimestre, venhamos a sentir esta responsabilidade, diagnostiquemos os males deste mundo e ministremos a tempo oportuno o único remédio que os pode curar. Que repitamos ao mundo as mesmas palavras de Pedro a Enéias: “Jesus Cristo te dá saúde” (At.9:34). Amém!
Colaboração para o Portal Escola Dominical - Prof. Dr. Caramuru Afonso Francisco
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As doença do nosso século - Pr. Altair Germano
By Editor | Julho 2, 2008
Pastor Altair Germano
- http://altairgermano.blogspot.com/
Nosso Mestre e Senhor, não viveu de forma alienada. Jesus foi alguém bastante conhecedor das questões econômicas, políticas, culturais e religiosas de seu tempo. Muitos cristão não conhecem seu próprio tempo.O termo pós-modernidade é desconhecido de muitos, assim como é o seu conceito e características.
Conhecer a sua época, é fator essencial para que a igreja conheça as causas das doenças do nosso século.
1. O QUE É A PÓS-MODERNIDADE?
Nossas escolhas são formadas pelo que acreditamos ser o real e verdadeiro, certo e errado, bom e bonito. Elas são formadas pela nossa COSMOVISÃO ou “visão de mundo”. Colson e Pearcey (2000, p.32) nos trazem uma definição clara de COSMOVISÃO, dizendo ser “[…] simplesmente a soma total de suas crenças sobre o mundo[…]”.
A pós-modernidade faz parte de uma cosmovisão naturalista, que fundamenta-se na idéia de que as causas naturais sozinhas, são suficientes para explicar tudo o que existe. A verdade é algo que temos que achar, sendo nossa vida fruto de um mero acidente cósmico. Diz ainda Colson e Pearcey (2000, p.42) “No pós-modernismo, todos os pontos de vistas, todos os estilos de vida, todas as crenças e todos os comportamentos são considerados igualmente válidos”.
Pós-modernidade é a condição sócio-cultural e estética do capitalismo contemporâneo, também denominado pós-industrial ou financeiro. O uso do termo se tornou corrente, embora haja controvérsias quanto ao seu significado e pertinência. Tais controvérsias possivelmente resultem da dificuldade de se examinarem processos em curso com suficiente distanciamento e, principalmente, de se perceber com clareza os limites ou os sinais de ruptura nesses processos (Wikipédia).
O francês François Lyotard afirmou que a “condição pós-moderna” caracteriza-se pelo fim das metanarrativas. Os grandes esquemas explicativos teriam caído em descrédito e não haveria mais “garantias”, posto que mesmo a “ciência” já não poderia ser considerada como a fonte da verdade.
Jameson afirma que “a Pós-Modernidade é a “lógica cultural do capitalismo tardio”, correspondente à terceira fase do capitalismo”.
O termo “pós-modernidade” é evitado por outros autores. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman, um dos principais popularizadores do termo Pós-Modernidade no sentido de forma póstuma da modernidade, atualmente prefere usar a expressão “modernidade líquida” - uma realidade ambígua, multiforme, na qual, como na clássica expressão marxiana, tudo o que é sólido se desmancha no ar.
Para o filósofo francês Gilles Lipovetsky , conforme as diversas obras por ele publicadas, prefere o termo “hipermodernidade”, por considerar não ter havido de fato uma ruptura com os tempos modernos - como o prefixo “pós” dá a entender. Segundo Lipovetsky, os tempos atuais são “modernos”, com uma exarcebação de certas características das sociedades modernas, tais como o individualismo, o consumismo, a ética hedonista, a fragmentação do tempo e do espaço.
2. ALGUMAS IDÉIAS DISSEMINADAS NA PÓS-MODERNIDADE
Tais conceitos são frutos de uma série de filosofias, idéias e atitudes, que dentre as quais destacamos:
a) O Relativismo - Partindo da perspectiva de que cada indivíduos deve agir e pensar da sua própria maneira, tal idéia foi estendida ao campo moral, ético e espiritual. Sendo assim, as pessoas podem pensar, agir, vestir-se e comportar-se de qualquer maneira , fazer sua “opção sexual”, escolher sua religião (ou não crer em nada), e no final todos estão certos.
A perda dos absolutos morais (éticos) tem criado divisões e confusões dentro de nossa sociedade, conduzindo não somente à destruição das estruturas sociais, mas também a grande confusão no nível pessoal. Sem absolutos, como se determina o certo e o errado? Como pode-se saber se um comportamento é aceitável ou não?
O único absoluto que está sendo mantido agora é da “tolerância”, isto é, o único valor sobre o qual a sociedade está certa é que nós não devemos ter qualquer absoluto. Um pensamento “politicamente correto” é aquele que de maneira nenhuma ofende, confronta ou limita a liberdade de uma outra pessoa ou grupo. […] A tolerância, argumenta-se, é o caminho para a liberdade e a felicidade de todos. […] Assim como todos os valores são relativos e iguais, o clima atual argumenta que todas as idéias são relativas e, portanto iguais. Nós devemos ser livres para fazer o que quisermos e devemos ser livres para crermos no que quisermos. (DOWNS, 2001, p. 156)
A verdade bíblica deixa de ser “a verdade”, para tornar-se “uma verdade”.
b) O Antinomismo - Trata-se aqui, de uma total aversão a qualquer tipo de normas, regras ou leis éticas. A bíblia não é aceita como norma de conduta, aliás, nada é aceito como norma de conduta. Antinomismo significa contra-o-sistema-da-lei. Ele vê a própria lei de Deus como o inimigo real. (O legalismo é, paradoxalmente, um tipo de antinomismo.) O Antinomismo propõe que pelo faro de o crente ser salvo somente pela graça, ele deve de agora em diante não ter nenhum relacionamento com a lei moral. A era do Espírito, diz-se, substituiu a era da lei. O Antinomismo é a essência da condição humana pecaminosa: “Pecado é a transgressão da lei”, disse o apóstolo João (1 João 3:4), e Paulo declara: “a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita à lei de Deus, nem, em verdade, o pode ser” (Romanos 8:7). O Antinomismo, de uma forma ou outra, é, sem dúvida, um dos principais erros nas igrejas atual. A obediência consciente à Palavra de Deus objetiva é freqüentemente estigmatizada como legalismo. Como uma torrente inaudita de transgressões da lei, crimes e corrupção moral estão destruindo os fundamentos da sociedade, e a própria igreja se assemelha ao Sansão tosquiado diante dos Filisteus. Como pode a igreja que tem se despedaçado com sentimentos antinomistas ter qualquer palavra real do Senhor para a sociedade pecadora e permissiva? Em vez de lutar com firmeza pelos absolutos morais dos Dez Mandamentos, a igreja professa é encontrada freqüentemente acomodando a lei de Deus às normas sociais atuais.
c) O Pragmatismo - Citando ainda Colson e Pearcey (2000, p. 39) “Desde que os naturalistas negam quaisquer padrões transcendentes de moral, eles tendem a fazer uma abordagem pragmática da vida. O pragmatismo diz: o que funciona melhor é o certo. Ações e métodos são julgados somente sob bases utilitaristas”. Conforme a wikipédia
O pragmatismo refuta a perspectiva de que o intelecto e os conceitos humanos podem, só por si, representar adequadamente a realidade. Dessa forma, opõe-se tanto às correntes formalistas como às correntes racionalistas da filosofia. Antes, defende que as teorias e o conhecimento só adquirem significado através da luta de organismos inteligentes com o seu meio. Não defende, no entanto, que seja verdade meramente aquilo que é prático ou útil ou o que nos ajude a sobreviver a curto prazo. Os pragmatistas argumentam que se deve considerar como verdadeiro aquilo que mais contribui para o bem estar da humanidade em geral, tomando como referência o mais longo prazo possível.
Deus e a Bíblia são objetos de escárnios e zombaria. O prazer é a ordem do dia. A verdade é uma questão de perspectiva pessoal. Os valores foram invertidos. O homem encontra-se perdido em seus pensamentos. Desesperado busca nas coisas ou nas outras pessoas um sentido para viver, compensações, paliativos, sem contudo, encontrar algo substancial e definitivo. O resultado disto? Doenças na alma e no corpo (psicossomáticas) que se manifestam das mais variadas formas. É sobre isto que estudaremos neste trimestre.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAUMAN, Zygmunt. A Modernidade Líquida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001.
COLSON, Charles; PEARCEY, Nancy. E agora como viveremos? Trad. Benjamin de Souza. Rio de Janeiro: CPAD, 2000.
DOWNS, Perry G. Introdução à educação cristã: ensino e crescimento. Trad. Marcelo Cliffton Tolentino. São Paulo: Editora Cultura Cristã, 2001.
GEISLER, Norma L. Ética cristã: alternativas e questões contemporâneas. Trad. Gordon Chown. São Paulo: Edições Vida Nova, 1984.
JAMESON, Fredric. Pós-Modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio, São Paulo: Ática, 2002.
LYOTARD, François. O Pós-Moderno Explicado às Crianças. Lisboa: Dom Quixote, 1987.
http://www.monergismo.com acessado em 25/06/2008 às 11h00
http://pt.wikipedia.org/wiki/Pragmatismo acessado em 25/06/2008 às 11h52m
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